31 de out de 2016

Você Não é um Peso para Ninguém!


Nos últimos tempos, tenho visto muitas pessoas dizendo que preferiam estar mortas. Eu, ingênua, achava que era só no sentido figurado, mas percebi que nem sempre...

Eu entendo as frustrações do nosso dia-a-dia, aquela pressão que sentimos dos pais, dos familiares, da sociedade... Sim, eu entendo que está cada vez mais difícil viver.

Uma coisa que percebi é que muitos pais querem moldar os filhos conforme sua vontade e não respeitando o limite e a vontade dos filhos. Não posso apontar o dedo na cara dos pais (na verdade na cara de ninguém), só que não consigo bem entender o por quê, fazem isso. Querem denominar o que e como os filhos devem falar, onde frequentar, qual curso superior fazer... Já vi tantas pessoas infelizes em seus cursos por estarem lá por imposição porque o que queriam cursar mesmo, “não dá dinheiro”.  Jamais vou entender a lógica de se formar em algo que dá dinheiro, mas te deixa infeliz do que se formar em algo que não dê tanto dinheiro, mas te deixa pleno, feliz, satisfeito... Sério, jamais entenderei.

Eu acredito que, muitas vezes, os pais acabam querendo que os filhos façam aquilo que eles não tiveram oportunidade de fazer, mas não pensam que aquilo pode não ser a vontade dos filhos, não pensam que era a vontade deles, a vida deles e não a dos filhos.

Bom, vou voltar o foco, desculpa. Você já experimentou se abrir para os seus pais? Eles podem estar fazendo sem perceber, achando que estão fazendo o melhor pela sua vida... Tenta conversar, abra seu coração e seja sincera...

Ou o “problema” não é com os seus pais, mas com você mesma? Sim, a palavra problema entre aspas porque você não tem problema algum em, por algum motivo, se auto sabotar. Talvez, por estar tão para baixo, você não consiga enxergar seus feitos, não consiga enxergar que as pessoas à sua volta te querem bem.

A pressão é bem grande, mas não desiste não! Sua vida é importante, muito importante. Você pode não saber, pode não ter ideia, mas alguém aí perto de você, te admira, e se inspira em você! Você não é um peso na vida de ninguém, pode acreditar! Quem acha que você é um peso, se afasta, mas se ela quer continuar na sua vida é porque gosta de tê-la por perto.

Eu sei que não é fácil e que cada dia é uma luta diferente, mas pare, pense e se inspire. A sua vida não vale menos que a de ninguém. Você é muito importante, lembre-se disso.


29 de out de 2016

Seja Gentil com Você!


Quantas vezes você já se elogiou? Quantas vezes você já se depreciou? Acho que já deve ter se depreciado mais do que elogiado, né? Não se envergonhe, isso é bem comum, viu? Mas pera lá, ser comum não quer dizer que é certo ou ok, tá?

Muitas de nós temos o hábito de nos depreciar. Uhum, sim, isso mesmo, hábito. Como a gente sempre ouve que temos que se humildes, nós sempre damos um jeito de não aceitar aquele elogio que nos foi dado.

Eu escuto das minhas amigas ou eu mesma, dizendo que são feias, burras, esquisitas, desinteressantes, não sabem lidar com x situação, que é bagunçada da cabeça, que não consegue fazer x coisa porque é incapacitada e outros adjetivos que nos rebaixa.

Fazendo isso você acaba se agredindo sem perceber. São microagressões diárias e constantes que no fim lhe fazem um mal enorme!

Se depreciando para os outros, acaba dando brecha para que elas te maltratem a partir daquilo que você falou. As pessoas podem vir a te rebaixar e você vir a “aceitar” porque acha que você merece aquele tratamento. Vou colocar de uma outra maneira para não parecer que estou jogando a culpa, da escrotisse das pessoas, em você: eu tinha o costume dizer que era fria, que dificilmente me magoava, que era dura e eu acabava transparecendo isso mesmo, e o que aconteceu? Uma pessoa em específico me tratava de qualquer jeito, falou coisas como se eu, realmente, não tivesse sentimentos, me chamou de ogra, enfim me tratou bem mal porque, afinal, eu mesma falava que era dura, né?

Conseguiram entender? Não é culpa sua, são as pessoas que acham que é brecha pra ser escroto, mesmo. Mas de qualquer forma é um alerta para você se policiar.

Eu também não aceitava elogios, sempre achava que era zoeira de tanto bullying que sofri no colégio, sempre dava um jeito de me desvencilhar e falar algo que me rebaixava. Aos poucos fui notando o quanto isso é desagradável tanto pra mim quanto para a pessoa que estava proferindo o elogio.


Por mais que pareça difícil, tente não se agredir mais. Parar com as microagressões é um exercício diário de policiamento. Procure se elogiar, se enaltecer mais e se depreciar menos, aliás, não se depreciar mais! A cada vez que você se microagride, um pontinho no céu se apaga. Não deixe que o céu inteiro se apague. É o seu céu e, pode ter certeza, que ele quer muito continuar brilhando pra você. 


27 de out de 2016

Você é Forte!


 Eu acho que muitas de nós temos a impressão errada do que é ser forte. Aliás, acho que nos passam a mensagem errada, muitas vezes.

Achamos que não chorar, não demonstrar que determinada coisa nos atingiu, colocar um bloqueio nos sentimentos, segurar as rédeas dos problemas sozinha, demonstra que somos fortes, que isso nos faz fortes.

Vou reproduzir as palavras de uma linda amiga
“Você conversa com aquela sua “amiga” que só te faz mal porque você é forte
Você mantém contato com seu pai que te abandonou porque você dá conta
Você tem vínculo com seu ex que acabou com seu psicológico porque você aguenta
Você não excluiu aquele contato porque você não quer “dar isso” pra quem te magoou
Se agredir é força?”

Aprendi que não tem nada demais em chorar, em demonstrar, em falar para a pessoa 
que o que ela fez, me magoou. Eu sou humana, nada mais lógico do que ter 
sentimentos, não? Se somos humanos, qual o problema de dizer para a outra pessoa
que x coisa magoou?

Uma hora você não aguenta mais segurar tudo sozinha e explode. Explode seu 
psicológico, explode seu emocional.

Você não é fraca por chorar.
Você não é fraca por demonstrar sentimentos.
Você não é fraca por se sentir magoada por algo que te fizeram.
Você não é fraca por falar para a pessoa que o que ela fez, te magoou.

Você pode, e deve chorar.
Você é humana, tem sentimentos.
Você é humana, tem todo o direito de se sentir magoada por algo.
Você é humana, tem todo o direito de falar o que te magoou.

Você é muito mais forte do que imagina, mas como minha amiga disse, se agredir não é 
força.

 Você não tem que segurar tudo sozinha, pode ter certeza! Não se agrida, seu emocional e 
   psicológico agradecem

25 de out de 2016

Salvadora da Pátria?



Muitas vezes, nós queremos abraçar tudo, resolver e salvar a todos. Seria ótimo se as coisas fossem fáceis assim, mas a gente bem sabe que não funciona bem por aí.

Tentando salvar a todos, às vezes nos esquecemos de nós. Acabamos deixando para trás os nosso problemas e preocupações em prol do outro. Acabamos que carregando um peso que não nos pertence...

Eu já fiz isso, quis salvar uma pessoa. Por anos carreguei um enorme peso que não era meu. Por anos me sentia pesada e insatisfeita e não sabia o por quê... Uma coisa que aprendi com isso: não dá pra salvar quem não quer ser salva. Eu não posso fazer milagre, se a pessoa não faz por onde.

Você não merece isso, tenha em mente. Já basta os seus problemas e preocupações. Eu entendo que você fica preocupada e queira ajudar sua amiga, peguete, namorado (a), mas não deixe que a essa preocupação ultrapasse o limite. Não deixe que a pessoa em questão vire um encosto na sua vida, esperando que você resolva todos os problemas dela ou que você se torne o poço de lamentações dela. Parece muita frieza falar dessa maneira, mas é verdade. Escutarmos só lamentações e tristezas da outra pessoa acaba nos afetando, inconscientemente, acabamos absorvendo a negatividade desta.

Lembre-se: você não é salvadora da pátria, então não tente resolver os problemas de todo mundo e se esquecendo de você! Livre-se das pessoas tóxicas! Amizades tóxicas só te puxam pra baixo! Seja livre! Seja feliz!


Eu me livrei de uma pessoa tóxica e posso lhe assegurar que estou muito mais leve agora! 

24 de out de 2016

Cultura do Desapego?


Não é estranho o quanto a gente se contém quando temos um contatinho novo? Às vezes queremos só conversar, mas evitamos mandar mensagem primeiro com receio de que o contatinho nos ache grudenta, pegajosa, carente, né? O mais “engraçado” disso é que os homens não perdem a oportunidade de exigir nossa atenção, independente de já ser um crush ou alguém que acabamos de adicionar no WhatsApp.

Nos conter, não poder demonstrar algo por receio de como o cara possa interpretar, não é certo, ou eu pelo menos não acho.

Muitas vezes achamos que não temos o direito de exigir algo porque não estamos em um relacionamento sério, é só ficada ou algo por aí, mas podemos sim, viu? Não é nada legal aceitar que o cara suma e apareça quando bem quiser como se nada tivesse acontecido. Pedir um pouco de atenção para a pessoa que trocamos fluídos corporais não tem nada demais! Aliás, dar atenção é o mínimo que a pessoa tem que fazer. Trocando fluídos ou não, ser amigo e conversar é o mínimo que qualquer pessoa tem que fazer.

Muitas vezes também achamos que não somos nada, que não merecemos atenção e que só por ter uma pessoa interessada na gente, temos que estar agradecidas e esperar que a pessoa apareça, mesmo que isso signifique atacar a ansiedade.

Nós somos merecedoras do melhor, sempre! Se estamos em um relacionamento queremos falar com aquela pessoa, perguntar como ela está ou como foi a viagem de negócios ou a prova na faculdade. Isso não é ser grudenta, isso é apenas uma conversa entre amigos. Se o cara achar que somos grudentas pelo simples fato de perguntar como foi a prova na faculdade, já é um belo motivo de nós nos afastarmos, né? Afinal, como ficar com uma pessoa que se sente pressionado por uma simples pergunta?

Nós merecemos respeito e devemos respeitar o espaço alheio também. Você pode deixar ele quieto no canto dele sim, mas isso se você realmente quiser e não porque está com medo da reação dele. Acho que se um relacionamento começa com “medo”, não é um bom sinal. O medo coloquei entre aspas porque eu entendo esse receio. Nós sempre ficamos com o pé atrás com qualquer atitude que vamos tomar em se tratando da relação com o cara. Depois de alguns acontecimentos, eu deixava de puxar papo perguntando como a pessoa está, mas com o tempo eu percebi que não e o certo. No caso, percebi com a pessoa que estou agora.


O que posso recomendar a vocês é: puxe papo mesmo que ele não puxe, não tenha medo, não se contenha. Mas ó, isso não quer dizer que você deva rastejar e se humilhar, ok? Tudo dentro dos seus limites e dos limites dele também. Tenha apenas em mente que você é maravilhosa e merece ser respeitada sempre. 

23 de out de 2016

Carta Aberta...


Logo fará 1 ano que tudo acabou... Ao contrário do que possa estar imaginando, eu não me arrependo de nada, afinal, não fiz nada de errado.

Ele destruiu nossa amizade, ele destruiu você; tentei fazer de tudo para te alertar, mas não consegui, não tive mais forças.

Ao longo dos 8, 9 anos, fiz de tudo que estivesse ao meu alcance, desde tentar dar conselhos até tentar te acalmar quando tinha crises de pânico mesmo com ele ao seu lado. Se tudo isso, que fiz sem cobrar nada, sem esperar nada, não foi o suficiente ao ponto de você tacar na minha cara que nunca fui amiga de verdade, não posso fazer nada, porque dei o meu melhor nesses anos todos.

Pode soar egoísta, mas estou muito mais leve do que antes. Sim, eu carregava um peso que não era meu, um peso que não me pertencia e aquilo já estava começando a afetar minha saúde psicológica e não estava sendo nada legal. Eu já não aguentava mais esse peso, não aguentava mais e começou a me apavorar a ideia de ter minha saúde psicológica afetada. Mesmo longe, eu estava recebendo uma energia ruim, negativa e não estava conseguindo me sentir plena e feliz, e acredito que isso não era certo. Pode soar egoísta, mas eu necessitava preservar minha saúde psicológica, uma das coisas mais importantes pra mim é ela, ainda mais sabendo que tenho tendências a desenvolver depressão.

Eu não fazia ideia, mas eu estava em um relacionamento abusivo também, no caso de amizade abusiva e eu precisava me libertar.


Eu ainda me preocupo com você, às vezes me pego pensando em saber como você está... Você pode não acreditar, mas o que mais quero é que você seja feliz, muito feliz. Mas não vou pedir desculpas por nada, é como eu disse no começo, eu não fiz nada de errado... 

20 de out de 2016

Quem é Você?



Quem é Você?

Você, verdadeiramente, sabe quem é você? Você é o que, realmente, quer ser ou é o que as pessoas, a sociedade espera que seja?

Eu já me fiz muito essa pergunta e demorei, para saber e aceitar o que e quem eu sou.

A adolescência é a fase em que mais nos perdemos, pelo menos ao meu ver. É a fase em que estamos começando a descobrir quem somos e tentamos, a todo custo, nos encaixar naquele famosinho, naquele que chama mais atenção. Ok, eu sei que não são todos, mas a maioria tenta porque aquilo atiça! Sim, atiça ser reconhecido na escola, atiça ser reconhecido no geral. Eu tentei ser o que não sou... Usar roupas que não condizem comigo e tal, mas não durou muito tempo porque logo minha mãe me cortou, e mesmo que não fosse isso, logo eu pararia porque não estava me sentindo confortável.
Uma coisa que nunca fiz é passar por cima dos meus princípios para pagar de cool.

Essa época foi bem difícil pra mim, como descendente de japoneses, não me sentia encaixada em nenhum lugar. Nem mesmo entre os descendentes. Era estranho, me sentia estranha estar no meio só de descendentes, mas ao mesmo tempo me sentia estranha de estar entre as pessoas brancas.
Eu sempre sentia que mesmo meu comportamento era diferente do das outras pessoas e nunca entendia bem o por quê. Quando fui ao Japão consegui entender melhor, como descendente de japoneses, minha educação acabou sendo como a de japoneses. Não sei bem explicar o que vejo de diferente, mas é diferente.

Quando voltei ao Brasil, me senti meio estranha, muito mais tímida do que antes. Fiz um treinamento para líderes e lá aprendi que eu tenho que ser quem eu sou, independente das outras pessoas. Só eu sei e conheço o eu interior e só eu tenho o poder de soltar ele. Então, depois desse treinamento, fui digerindo as coisas aos poucos, fui me conhecendo melhor e me soltando aos poucos. Não tenho mais vergonha de mostrar quem sou.

O mais importante que aprendi e posso passar para vocês é: seja você mesma (o)!

Eu sei e entendo que é bem difícil sermos nós mesmos porque sofremos uma pressão enorme, principalmente as mulheres. A sociedade exige muito da gente. Exige de tal maneira a nos deixar adoecidos. Mas a única maneira de ser feliz é sendo verdadeiro consigo mesmo. Não é algo fácil, é uma coisa gradativa, mas que no final dá muita satisfação. 

Vejo que muitas pessoas cursa x na faculdade não porque quer, mas porque os pais impuseram ou porque a carreira que queria não dá dinheiro... Vale mesmo à pena cursar e exercer algo que dá dinheiro, mas ser infeliz? Não é melhor cursar e exercer aquilo que lhe dá prazer mesmo recebendo menos?


Sugiro que faça a seguinte reflexão: quem é você?